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Totalidade dos empréstimos para Defesa pedidos por 19 países da UE

A presidente da Comissão Europeia anunciou hoje que 19 Estados-membros da UE, incluindo Portugal, já solicitaram empréstimos a condições favoráveis para a área da defesa, subscrevendo o total de 150 mil milhões de euros.

Totalidade dos empréstimos para Defesa pedidos por 19 países da UE

© Dursun Aydemir/Anadolu via Getty Images

Lusa
29/08/2025 13:37 ‧ há 8 horas por Lusa

Mundo

Defesa

"Estou muito satisfeita por 19 Estados-membros [...] terem agora solicitado apoio através do SAFE [sigla inglesa de Instrumento de Ação para a Segurança da Europa]. E tenho o prazer de anunciar que atingimos a subscrição total dos 150 mil milhões de euros", disse Ursula von der Leyen.

 

Em conferência de imprensa na Letónia, no âmbito de uma visita aos países da UE que partilham fronteiras com a Rússia e a Bielorrússia, a líder do executivo comunitário descreveu este programa de empréstimos como "um verdadeiro sucesso europeu".

"Muitos Estados-membros indicaram que também o utilizarão para apoiar a indústria de defesa ucraniana", adiantou.

Portugal é um dos 19 países da UE que formalizou junto da Comissão Europeia interesse em recorrer ao programa europeu de 150 mil milhões de euros em empréstimos a condições favoráveis para reforço da defesa.

No final de maio passado, o Conselho da UE adotou este pacote de 150 mil milhões de euros em empréstimos a condições favoráveis para compras conjuntas que reforcem a defesa comunitária, que os países podem solicitar a Bruxelas até final do ano.

Previsto está que este pacote de empréstimos, designado como SAFE, facilite compras conjuntas de material militar entre os Estados-membros e seja financiado através de dívida conjunta emitida pela UE e depois transferida sob a forma de créditos aos Estados-membros que os solicitarem.

Este novo instrumento europeu de crédito em circunstâncias extraordinárias é uma das medidas do plano de 800 mil milhões de euros para defesa na UE.

A outra vertente desse plano diz respeito a um total de 650 mil milhões de euros em espaço orçamental que os países podem ter para investir em defesa, após a ativação da cláusula nacional de salvaguarda das regras orçamentais da UE que permite excluir até 1,5% do produto interno bruto (PIB) em gastos militares dos limites do défice. Lisboa já teve "luz verde" de Bruxelas para o fazer.

A visita de Von der Leyen e o anúncio surgiram depois de, na quinta-feira, um ataque russo nas proximidades do edifício da delegação da UE em Kyiv ter danificado severamente a infraestrutura, sem relato de mortos ou feridos entre funcionários comunitários.

Leia Também: Incêndios. UE "pronta para financiar" recuperação, Montenegro agradece

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